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Panmela Castro

  • Foto do escritor: Clado Único
    Clado Único
  • 16 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2022


Panmela Castro nasceu no Rio de Janeiro em 1981, cresceu na periferia e relata que foi vítima de violência doméstica. Estudou bacharelado em pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é mestre em processos artísticos contemporâneos pelo Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.



“Panmela Castro é uma artista anti-racista e ativista feminista carioca que se dedica ao fim da violência gênero. Sua obra já foi exposta em museus de todo o mundo e faz parte de importantes coleções que mudam a lógica sexista do poder no mundo da arte tradicional. Sobrevivente de violência doméstica, Panmela desenvolve há quase 20 anos, projetos de arte, arte-educação e murais públicos de grafite para conscientizar sobre os direitos das mulheres, especialmente por meio da Rede NAMI, organização fundada por ela e que teve impacto direto na vida de mais de 10.000 mulheres, principalmente mulheres negras, no Brasil. O trabalho de Panmela promove mudanças estruturais na sociedade, trazendo o conhecimento por meio da arte e da comunicação para que meninas e mulheres saibam como lutar por seus direitos”(CASTRO, 2021).




A temática anti-racista e feminista é recorrente em seus trabalhos. Na série “Mulheres Negras não Recebem Flores”, Panmela Castro aborda a questão da solidão e da rejeição que a mulher negra sofre: “Na busca contínua de compreender onde me localizo no mundo, me via muitas vezes sozinha, sem saber onde me apoiar ou a quem recorrer. Minha experiência no mundo, enquanto uma mulher que não se enquadra no padrão da branquitude, foi marcada pela solidão e pelo medo da rejeição, não somente em contextos estruturais, mas também nas relações interpessoais."(CASTRO, 2021)




Aborda a questão da apropriação cultural, falando de pessoas brancas que se colocam em situações que marginalizam pessoas negras. Muitos murais realizados por Panmela Castro trazem a imagem da mulher negra. Como por exemplo o mural “Angela Davis”. Acredito que trazer a figura e a fala da Angela Davis é importante justamente pelo fato de que muitos negros tem suas vozes abafadas ou esquecidas, como é discutido por KILOMBA, 2020.




Outros trabalhos de Panmela Castro trazem essa visibilidade para os negros, como a participação na exposição “Enciclopédia Negra”, que trás a história de escravizados que criaram um clube de leitura na época da escravidão e a série “Retratos Relatos” consiste em pinturas feitas a partir de fotografias e relatos enviados para ela e também dá voz a mulheres negras.





 
 
 

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